Café: Cotações do arábica na Bolsa de Nova York operam com alta próxima de 50 pts nesta manhã de 3ª feira

Após queda na véspera, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 50 pontos nesta manhã de terça-feira (23) em ajustes técnicos e de olho nas informações sobre a produção em importantes origens produtoras, como o Brasil, que enfrenta problemas com as chuvas em plena colheita. Com essa alta, as cotações da variedade ficam mais próximas do patamar de US$ 1,30 por libra-peso.

Por volta das 09h16 (horário de Brasília), o contrato julho/17, referência de mercado, registrava 131,30 cents/lb com alta de 70 pontos, o setembro/17, estava cotado a 133,70 cents/lb com valorização de 75 pontos. Já o vencimento dezembro/17 subia 55 pontos, a 137,00 cents/lb, e o março/17, mais distante, subia 30 pontos e estava sendo negociado a 140,15 cents/lb.

Na véspera, as cotações do arábica tiveram mais uma vez pressão do câmbio e das informações sobre a oferta do grão na safra 2017/18. “A fraqueza da moeda estimula os produtores a vender mais em termos de moeda local, mesmo com os preços futuros mais baixos em Nova York. Ideias de melhor produção mundial foram vistas por muitos, mais uma vez, com a colheita próxima. As ideias da demanda permanecem muito tranquilas já que a maioria dos torrefadores ainda não está comprando muito em mercados no mundo”, afirmou o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

O clima nos últimos dias prejudicou a colheita da safra 2017/18 em áreas produtoras de café de Minas Gerais e São Paulo nos últimos dias e também a secagem dos grãos que estavam no terreiro de alguns produtores, o que coloca em xeque a qualidade da produção. As precipitações chegaram a registrar acumulados de quase 100 milímetros no fim de semana em algumas áreas.

A Safras & Mercado aponta que a colheita de café da safra 2017/18 do Brasil estava em 11% até dia 16 de maio. Levando em conta a estimativa de produção de 51,1 milhões de sacas de 60 kg da consultoria, é apontado que já foram colhidas 5,47 milhões de sacas. Segundo Barabach, as chuvas atrapalharam um pouco a colheita na semana.

No Brasil, também por volta das 09h16, o tipo 6 duro era negociado a R$ 455,00 a saca de 60 kg em Patrocínio (MG) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 465,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estava sendo cotado a R$ 448,00 a saca. Os negócios seguem isolados nas praças de comercialização do país, apesar de algumas transações serem vistas na semana passada.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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